Tartarugas marinhas verdes retornam triunfantemente da beira da extinção
- The daily whale
- 20 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Em uma história de sucesso de conservação inspiradora e incomum, as tartarugas-verdes ( Chelonia mydas ) — antes à beira da extinção — estão agora vivenciando uma recuperação significativa em diversas regiões do mundo. Das costas arenosas da Grande Barreira de Corais da Austrália aos locais de nidificação na Flórida e nas Seychelles, suas populações estão se recuperando graças a anos de proteção, envolvimento da comunidade e colaboração global.
Algumas décadas atrás, o futuro das tartarugas-verdes parecia sombrio. Elas eram caçadas por sua carne, conchas e ovos, e enfrentavam ameaças como o desenvolvimento costeiro, a poluição e as redes de pesca, o que levou a um declínio drástico em seus números durante grande parte do século XX. Na década de 1970, a espécie foi oficialmente classificada como ameaçada de extinção, com cientistas temendo seu potencial desaparecimento de algumas áreas.
No entanto, a situação mudou. Na Ilha Raine, na Austrália — o maior viveiro de tartarugas-verdes do mundo —, o número de ninhos atingiu o maior nível em décadas. Tendências positivas semelhantes estão sendo observadas no Havaí, na Costa Rica e em partes do Caribe. Conservacionistas atribuem esse sucesso a proteções legais rigorosas, santuários marinhos e ao envolvimento popular com comunidades locais que antes dependiam da caça de tartarugas para sobreviver.
Intervenções críticas foram cruciais. Praias antes em risco de erosão foram restauradas. A iluminação artificial que confunde os filhotes foi minimizada. Os equipamentos de pesca agora incluem dispositivos de exclusão de tartarugas, permitindo que essas criaturas ancestrais evitem o enredamento. Até mesmo o rastreamento por satélite contribuiu, auxiliando pesquisadores em
compreender as rotas de migração e criar corredores marinhos mais protegidos.
“Esta é a prova de que, quando agimos coletivamente — e com persistência — a natureza pode se recuperar”, disse a Dra. Leila Santos, bióloga marinha da Aliança Mundial das Tartarugas Marinhas. “As tartarugas-verdes não são apenas um caso de sucesso em termos de conservação; elas são um símbolo de resiliência em um oceano em rápida transformação.”
No entanto, cientistas alertam que a recuperação ainda é delicada. A elevação do nível do mar ameaça os locais de nidificação, os plásticos oceânicos representam riscos para as tartarugas jovens e as mudanças climáticas estão alterando a proporção sexual dos filhotes, com areias mais quentes produzindo mais fêmeas do que machos. A vigilância contínua e o manejo adaptativo serão cruciais para sustentar o progresso da espécie em direção à recuperação total.
Por enquanto, a visão de centenas de pequenos filhotes indo em direção ao oceano sob o luar serve como um poderoso lembrete de que a esperança pode perdurar, mesmo no Antropoceno.
A jornada da tartaruga-verde, da quase extinção ao ressurgimento, demonstra uma verdade vital: quando a humanidade opta por proteger em vez de explorar, o oceano responde positivamente.
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